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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

 
                                   TERCEIRA IDADE 


          EDUCAÇÃO E CULTURA NA DIVERSIDADE



Quando se fala no assunto referente à educação para esta faixa etária, em um primeiro momento o que as pessoas são levadas a pensar é na escolaridade nos moldes da educação regular, até porque em decorrência do Estatuto do Idoso foram criadas as Universidades para a Terceira Idade. Não é e errado assim pensar, porque o idoso pode recomeçar ou se reciclar.
 Ao falarmos em educação associada ao envelhecimento o fazemos considerando que a população idosa hoje é bem maior que na década anterior, assim como a expectativa de vida. Outro dado é que o comportamento do idoso da atualidade é bem diferente dos idosos de outras décadas. Como as pessoas deverão viver mais, então que vivam melhor, com mais qualidade de vida, mais prazer, que se permitam realizar sonhos outrora não realizados, que desenvolvam potencialidades ou habilidades que por qualquer motivo tenham ficado em segundo plano ou esquecidas.
 Aqueles que nunca freqüentaram os bancos escolares poderão fazê-lo hoje através de grupos específicos, criados para este fim.
O indivíduo não é um ser acabado, devendo procurar se aprimorar sempre. È natural que na terceira idade prossiga neste processo de crescimento, inserindo-se em diversos grupos, ao invés de isolar-se, deprimir-se e/ou viver à margem das inovações.
A educação na terceira idade pode estar ligada a um processo informal de aquisição de conhecimento, de desenvolvimento de habilidades, ou de contato com novas tecnologias que podem facilitar a vida de cada um.
A educação informal pode ocorrer por meio da leitura, de palestras, de viagens, visitas a museus, exposições, filmes, concertos, participação em grupos de interesses diversos, de aprofundamento da espiritualidade e da religiosidade, de aprendizado sobre o processo de envelhecimento, o que facilitará a compreensão e aceitação desta nova etapa da vida.  Também pela convivência e troca com pessoas de outras gerações, pela curiosidade em desvendar as novas tecnologias como uso de telefone celular, manuseio de eletrônicos e eletrodomésticos, objetos estes que outrora eram raridade e que ao dominar o funcionamento estará se permitindo experimentar novas oportunidades de aprendizado, de lazer, entretenimento, possibilitando manter diálogo a respeito destas novas experiências, o que sem dúvida favorece e enriquece o relacionamento interpessoal.
A educação e o aprimoramento na terceira idade devem visar aspectos relativos ao melhor relacionamento, maior inserção social, elevação da auto-estima, desenvolvimento de habilidades que proporcionem prazer, alegria de viver, facilidade de entendimento do mundo atual, não vivendo só do passado.
As atividades voluntárias propiciam crescimento pessoal, e é importante o seu desenvolvimento, em especial nesta época da vida, que vão auxiliar para que a etapa de envelhecimento não se caracterize só por perdas, mas por incontáveis aspectos positivos para as partes envolvidas.
Há um mundo novo a ser descoberto, desde que cada um se disponha a nele entrar, para os mistérios desvendar superando dificuldades, barreiras interiores e preconceitos.
 (Isabel C S Vargas)






FATOR IMPORTANTE PARA A QUALIDADE DE VIDA DOS INDIVÍDUOS DE TERCEIRA IDADE:   CONVIVÊNCIA





Envelhecer sem Temor 



O Brasil em 1970 era um país de jovens. Hoje, com o envelhecimento da população e a limitação do número de filhos, principalmente nas classes média e alta, somos um país com um número grande de idosos. É um contingente que cresce no mundo todo.É um novo filão para ser explorado pela propaganda, marketing, turismo, enfim por vários segmentos da economia.

A expectativa de vida aumentou nas últimas décadas. O avanço da medicina, das pesquisas, da tecnologia contribuiu para isto.

O incremento das atividades de lazer, cultural e esportivo possibilita uma vida mais ativa, mais prazerosa, menos sedentária e isolada para o idoso.

O Estatuto do Idoso, que data de 2003, disciplinou certos direitos que visam maior inserção dos mesmos na sociedade, evitando que permaneçam discriminados, isolados, até por questão cultural do ocidente, por falta de valorização do saber acumulado, da experiência, do exemplo, uma vez que os velhos, idosos ou sexagenários, independe de como denominá-los eram considerados inúteis, posto que não estavam mais inseridos nos meios de produção.

Isto mudou. Muitas famílias hoje são sustentadas pelos rendimentos dos idosos.

Vale ressaltar que o capítulo V,art.20 da Lei 10.741,Estatuto do Idoso, garante aos mesmos o direito à educação,cultura,esporte,lazer,diversões,espetáculos,produtos e serviços que respeitem sua peculiar condição de idade.

No que se refere à educação esta lhes é garantida com adequação de currículos,metodologia e material didático.

No ensino formal serão inseridos conteúdos voltados ao processo de envelhecimento,ao respeito e à valorização do idoso,como meio de eliminação do preconceito.

Independente do que a lei possa garantir,é fundamental a atitude da própria família para com o idoso,o tratamento e a atenção que lhes dispensam. O cuidado no aspecto afetivo e emocional é importantíssimo.Sentir-se perfeitamente inserido e adaptado no contexto familiar é de suma importância para a manutenção da saúde emocional e física, em decorrência.

O avanço da idade não é sinônimo de inutilidade.Com os cuidados que são possibilitados hoje, com a medicina preventiva, as pessoas chegam às idades mais avançadas com muita vitalidade, em plena forma, praticando atividades físicas, competindo trabalhando estudando empreendendo novas atividades , perfeitamente inseridos no contexto social e comunitário,praticando atividades de voluntariado, auxiliando os menos favorecidos e servindo de exemplo para as gerações mais novas.

Segundo dados publicados, o Brasil tem hoje 14,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Daqui a 20 anos será o sexto país com maior número de idosos.Segundo previsões da ONU,daqui a dois anos o mundo terá mais sexagenários que crianças.

Logo, não tem sentido nem é razoável discriminar esta grande parcela da sociedade,vale, isto sim, investir nela, afinal como diz César Souza, autor de sucesso,”Sonhos não envelhecem e sempre é tempo de iniciar um novo script.”



                     XIX CICLO DE PALESTRAS 

            " A ARTE DE BEM ENVELHECER"


            PROMOÇÃO CETRES/UCPEL -SESC

                 LOCAL :AUDITÓRIO D.ANTÔNIO ZÁTTERA -UCPEL







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http://www.youtube.com/isabelcsvargas?gl=BR&hl=pt#p/u



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           IDOSOS COMO PROTAGONISTA



      O idoso antigamente era destituído de qualquer protagonismo social. Morriam mais cedo, o número de idosos era menor.

        A realidade atual é diferente. O aumento da proporção de pessoas idosas na pirâmide social é o indicador da modificação ocorrida, da importância e do peso que os mesmos possuem no contexto social atual.
        O objetivo dos autores no trabalho foi de mapear a situação dos idosos,, como ele é tratado, a sua participação no cenário social, o papel dos Conselhos de Idosos,
        A questão dos idosos antes era considerada sob o aspecto dos gastos que causavam levando em conta o aspecto previdenciário, ou seja, gastos com aposentadoria, pensões e com a saúde. Hoje, além destas, pela presença maciça de idosos no cenário urbano,, pelo novo comportamento que apresenta, pelas posições assumidas, que mostram uma nova forma de viver, de relacionar-se, de valorizar-se, a sociedade passou a ter um novo olhar.
        O idoso não só pesa na economia, mas passou a significar muito como consumidor. Bobagem seria não considerar isso, Então o mercado direcionou-se para um segmento que gasta em alimentação, vestuário, saúde, lazer, cultura, entretenimento.
        O retrato do idoso hoje expressa alguém que atua socialmente, influencia quem está ao seu redor, interage passando experiência e sabedoria, daí a utilização do termo utilizado “protagonismo social”. Não fica apenas como alguém que assiste, mas sim como participante, podendo se constituir ora em principal, ora coadjuvante, mas não mais como alguém sem voz.
        Isto implica na atuação, interação, convivência e sensação de pertencimento que é um sentimento extremamente benéfico para a saúde emocional e física do idoso.
      Os idosos atuam, interagem, vivem no aqui e agora, porém não se deixando sucumbir aos apelos do mundo consumista, líquido e fugaz , ao contrário agem com a sabedoria que o tempo lhes concedeu atuando , mas preservando atitudes sensatas, apreciando as coisas duráveis, permanentes criando territórios com os quais se identificam.
      O perfil do idoso atual é indicativo de um ser consciente, esclarecido, pró-ativo, participativo, flexível, aberto às mudanças, tolerante, capaz de interagir com os de sua geração assim como com os mais jovens.
      



 Bibliografia:


FREITAG, Luiz. Como transformar a Terceira Idade na melhor idade. São Paulo: Alaúde Editorial, 2005.

BRASIL,Política Nacional do Idoso,Brasília: Presidência da República ,1994


Arruda, Sulanita. Experiência Social de Gestão de Pessoas na Terceira Idade.  Pelotas UCPEL. 2006


JUSTO,José;ROZENDO, Adriano; CORREA,Mariele. O Idoso como protagonista social. São Paulo,v.21,n.48, p.39-53,julho 2010 A Terceira Idade.








Outros links relevantes:















UMA MENSAGEM DE ESPERANÇA:







HÁ VIDA EM TODAS AS ESTAÇÕES


                                                                                                                
                                               “O sonho é o olho da vida.”
                                                                       Mia Couto
                                                          


A sociedade mudou. O tipo de família também. Em meados do século passado a quantidade de mulheres no mercado de trabalho era inferior à de hoje.
As transformações foram imensas no que se refere a área da comunicação.
O avanço e a instantaneidade são inegáveis e irreversíveis.
 As mulheres ousaram sonhar. Para conquistar sonhos tiveram de trabalhar, com o trabalho ganharam segurança, confiança em si mesmas, maturidade para ver que tipo de relacionamento lhes serviria. Não mais a submissão, mas a cumplicidade, divisão de tarefas, responsabilidade pelas conquistas e fracassos que também passaram a ser partilhados.
As mulheres daquela época não tinham a perspectiva de longevidade que ora têm, pelas melhores condições de vida, prevenção de enfermidades, maior acesso ao conhecimento proporcionado pela globalização.
O estereótipo das mulheres maduras da década de 50 era diferente, assim como a postura e as idéias. Sem qualquer conteúdo pejorativo nestas palavras, eram velhas, porque não havia perspectiva de longevidade. A média de vida era em torno dos 50 anos não de 74 anos como agora, em nosso estado. Viver até os 90 ou 100 anos, não era cogitado, salvo raríssimas exceções.
Por toda uma conjuntura já mencionada, a mulher na maturidade, hoje, tem pensamento, imagem, e perspectivas diferentes.
A difusão de informação aproximou umas das outras, permitindo que se reconheçam nas angústias, nos problema, frustrações, bem como nas aspirações, nos desejos, nos sonhos. As conquistas uma vez divulgadas conscientizaram e estimularam as demais as induzindo a traçarem objetivos e se permitirem ir em busca de um novo modo de viver, de conquistarem espaços e exercerem novos papéis. Os horizontes tornaram-se próximos, não mais inatingíveis.
            Com o papel desempenhado na sociedade, além do reconhecimento, teve de conviver com a sobrecarga de trabalho, que ao aposentar-se cessou. Esta época coincide com a saída dos filhos de casa. Esta mulher depara-se com novos desafios.
Mais um recomeço. Novo desafio. Reaprender a viver. Buscar novos sonhos, conviver em outros segmentos que proliferam em razão do aumento de pessoas na idade madura e na terceira idade. Não é preciso colocar chinelos e esperar a morte chegar. Há novos caminhos a serem percorridos, até porque existe a consciência de que só não envelhece quem morre cedo, e salvo casos específicos, o tipo de velhice que cada um terá , será resultado da maneira como a preparou.
Como já disseram é preciso estar atento... não temos tempo de temer a morte.Há vida na idade madura. Há grupos para conviver, aprender, trocar experiências. Há atividades múltiplas. Estudo, lazer, desfrutar de uma outra etapa que também é gratificante. São os netos que chegam. Novas aprendizagens e novos ensinamentos basta saber reconhecer cada oportunidade que se apresenta.
A interação entre as gerações mescla saberes, é saudável, produtiva.
A apatia que podia ser a companheira desta fase dá lugar à ação. A mulher tornou-se agente da própria vida, investidora de sua felicidade pessoal.
A visão mudou. Um novo ciclo começou.
                                                                                             
 (Isabel C S Vargas)


MEU AGRADECIMENTO  ESPECIAL PARA:


A TUTORA PRESENCIAL 

CLÁUDIA BERNEIRA 


CUJO APOIO, INTERESSE, DISPONIBILIDADE, EFICIÊNCIA, ATENÇÃO E 
CARINHO FORAM FUNDAMENTAIS PARA CHEGAR AO FINAL DESTE CURSO. 


OBRIGADO!!!


AOS TUTORES 

DANIELE TAVARES,

 E AO TUTOR HELDER OLIVEIRA


TAMBÉM MEU AGRADECIMENTO.

AO PROFESSOR WALTER IRIONDO

 REPRESENTANDO TODOS OS PROFESSORES.

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